terça-feira, 18 de maio de 2010

jacobinos

Michel Vovelle, catedrático de História da Revolução Francesa na Sorbonne e Director do Instituto da História da Revolução Francesa, publicou, em 1999, um livro interessante sobre o seu tema de eleição intitulado «Les jacobins: de Robespierre à Chevènement». Verdadeiramente, o livro não começa em Robespierre e é aí que ganha verdadeiro interesse. Para quem julga que o jacobinismo começa e termina com o Incorruptível e quiser prescindir de obras de maior fôlego, este livro é um auxiliar necessário.

Não sendo uma análise original (Michelet já a fizera antes), a perspectiva de Vovelle sobre o jacobinismo divide-o, pelo menos, em três fases a ter em conta: a) o jacobinismo primitivo; b) o jacobinismo misto; c) o jacobinismo de 1793.

A primeira fase é a da fundação do clube no Convento de São Tiago (Saint-Jacques), na velha Rua de Saint-Honoré, e nele predominava um grupo de raíz parlamentar e de elevada posição social (alguma nobreza, alta burguesia), onde se incluiam Duport, Barnave e Lameth, mas também Condorcet, Cazotte, Aiguillon, e mesmo até Mirebeau e La Fayette. Ao Clube pertenciam já Robespierre e Brissot, os futuros líderes jacobino e girondino, cujo confronto levaria à queda do segundo e à ascensão do primeiro à chefia do Comité de Salvação Pública, embora as suas presenças não fossem ainda dominantes. Esta fase estende-se até ao fim de 90, e é marcada pela defesa da monarquia constitucional, do voto censitário e de um entendimento da Revolução como um processo de reforma do regime e não da sua radical destruição. Nesse sentido, o directório do Clube publicou uma circular em Janeiro de 91, onde se podia ler: «A revolução está terminada, o império das leis está consagrado, somente a sua execução tranquila pode consolidar a Constituição.» Como todos sabemos, não foi isso que veio a suceder.

Em Junho de 91, com a fuga de Luís XVI para Varennes, consagrou-se a cisão entre os dois grupos do Clube, os «moderados» e os «democratas». A 16 de Julho, Antoine Barnave constituiu uma nova Sociedade dos Amigos da Constituição, para a qual levou a maior parte dos jacobinos institucionais, nomeadamente os deputados da Assembleia Nacional. Esse novo Clube ficou conhecido pelos «feuillants», devido também ao local onde decorriam as reuniões, o Convento dos Feuillants de Paris, na mesma Rua de Saint-Honoré onde reuniam os Jacobinos, agora com a presença ascendente de radicais como Robespierre, Pétion, Brissot e Buzot. Deste grupo, que não era homogéneo, que aceitava discutir a eventual substituição do Rei, mas não era uniforme na defesa da República nem o fim da Monarquia, surgiriam os Girondinos e os Jacobinos da terceira vaga, isto é, do Ano II.

Durante a segunda fase do jacobinismo, que vai da cisão de Julho de 91 a Agosto de 92, sobreleva a separação progressiva entre o Clube e o Parlamento, arrastando o primeiro para uma sociedade popular, assente no predomínio «sans-culotte». A segunda cisão que o Clube haveria de conhecer, que provoca a exclusão da Gironda, segue esse meridiano: os girondinos defendem a ordem parlamentar estabelecida, os jacobinos stricto sensu advogam a revolução popular e radical. Se em 29 de Julho de 92 Robespierre acentuava as diferenças pedindo, em discurso no Clube, a destituição do Rei e a eleição de uma Convenção por sufrágio universal e não já pelo tradicional sufrágio censitário, o golpe revolucionário de 10 de Agosto seguinte, levando à queda de Luís XVI, consumou a inevitável separação. A partir desse momento, a cena pertence, por inteiro, a Maximilien Robespierre.

A consumá-la o Clube mudaria de nome para Sociedade dos Jacobinos Amigos da Liberdade e da Igualdade. A Constituição era posta à margem, o que, de resto, o Clube se encarregaria de fazer com a sua substituição por um documento revolucionário, em 93, que nunca chegaria a vigorar na ordem jurídica. Os jacobinos abandonam definitivamente a legalidade, ainda que revolucionária, e entregam-se decididamente ao poder popular. O domínio pertence agora a Couthon, Saint-Just, Dumas, Billaud-Varennes, Coullot d’Herbois, mas, sobretudo, a Robespierre, que tem no Clube o seu refúgio, ao qual recorre quando se sente inseguro na Convenção ou mesmo no Comité.

Foi exactamente o que ele fez na noite de 8 Thermidor, no último discurso público que proferiu perante uma assembleia. Consciente do perigo em que se encontrava, embora ainda embevecido com a sua oratória que julgava capaz de inverter todas as dificuldades, dirigiu-se aos jacobinos, dramatizando os reveses da manhã na Convenção, e dizendo-lhes no fim de um longo discurso: «Eis meu testamento. Meus inimigos, ou antes, os da República, são tão numerosos e tão poderosos que não poderei escapar por muito tempo aos seus golpes.» Estava, involuntariamente, certo: no dia seguinte a Convenção já o não quis esctutar. O derradeiro golpe viria dois dias depois, executado pela experiente mão de Samson.

19 comentários:

  1. José Maria Martins19 de maio de 2010 19:38

    Tamêm áxo.Mas áxo mais: u que lixô u clubi dus jacobinus foi êstis na têrem um Môrinho prós domesticári.

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  2. eu axei interessante mais peguei algumas coizas só para o minha pesquiza escolarr

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    1. animalzinho "coizas" não se escreve assim, mas assim: COISAS

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  3. pesquisa com Z poooooooooorra

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  4. Precisa fazer muita PESQUISA pra aprender a falar direito, hein?

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    1. concordo plenamenteeee
      u.uu

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  5. merdaa da pra resumir!!!!

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  6. não entendi direito :S
    alguém me explica?

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  7. ñ vc é burro seu jumento!!!!!!!!!!!!!!

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  8. Afinal, todos v6 ñ estão entendendo pq quando vai ver ñ estudam,como querem compreender se não querem muita INFORMAÇÃO, pois meia palavra ã basta! Quando tiverem em um ensino superior,irão compreender muita coisa!
    Esse portal está sujeito apenas quer realmente saber sobre o assunto. Essa já é uma forma resumida de explicar os Jacobinos!

    Gostei do Portal,mas acho que ainda falta um pouco mais de informação, pois só isso não basta para se aprofundar no assunto!

    Fuiiiiiiiiiii...Qualquer coisa postarei novamente!

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  9. credo, tem gente analfabeta aqui ¬


    to estudando isso aqui na escola (: mt dificil!

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  10. qual era o desejo dos jacobinos ?

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  11. os jacobinos queriam matar o robespierre,para manterem o poder opresivoo

    k.kkkkkkkkhahahahahahah

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  12. can´t too see wii loves my cooks!!!
    can´t too see you loves my cooks!!!

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  13. Quem os girondinos representavam ?

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  14. Os Jacobinos e os Girondinos, faziam um grupo homogêneo?

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    1. Não sabe ler? Ao principio sim, depois separaram-se.

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  15. EU ACHEI A HISTÓRIA MUITO INTERESSANTE!MAS COMO AINDA NAO CONHEÇO MUITO SOBRE ISSO COPIEI ASSIM MESMO PARA ASSSUNTO ESCOLAR

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  16. que merda de site, não ajudou em nada. :poop:

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